terça-feira, 3 de agosto de 2010

Maria das Dores.


Arranjei uma tendinite no ombro direito.

A dor é insistente. Mais uma coisinha gostosa de sentir.

Tô tão agradecida.

Oh,dor bondosa, meu Deus!

Não sou queixosa.

Sou apenas a Maria das Dores.

Desespero bate a minha porta. Dramalhão na certa.

Tadinha de....mim.

Ohhhh, abandonada nos braços das minhas dores.

Dói-me a lombar, joelhos. A dor me persegue e atrapalha.

Bendita sois tu, oh dor.

Cansei de fisioterapias, antiinflamatórios.

Revolta total da valente que vos fala.

A dor que se dane.

A escabrosa se acha. Vai comandar minha vida, não.

Ontem , com uma programação vasta- não é todo dia que isso acontece- a destemida, a mulher que enfrenta a dor valentemente, com todo brio se arruma, maquia-se, e quando calça os sapatos de saltos torce um dos pés.

Azaradíssima.

Manda benzer minha filha. E tem que ser num terreiro.

Em companhia da dor fiquei em casa com o pé enfiado num balde de gelo.

Dor vadia, tu me vencestes mais uma vêz.

Ai, ui!

Painho do céu, dai sossego a este corpo que sente o peso dos anos.

Quanto infortúnio.

Lembrei da música de Marisa Monte. Tão linda e tão verdadeira.

Grata, grande cantora da MPB.

"Se ela me deixou a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor...'


Um comentário:

Sandra Meneghini disse...

vai pro terrero prof......painho ou mainha de santo devem resolver..rsrsrsrs