terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aperreações



Estou aperreada mais uma vez. Minha sede por justiça me leva a essas aperreações.

Não adianta muito, sei disso.

Outrossim, pudesse mesmo mudar conceitos, reverter situações, e assim serenar as injustiças sociais em nosso país.

Palavras são lidas ou ouvidas simplesmente. Logo se esquece o que leram ou ouviram.

Não é justo generalizar. Pecaria ao fazer isso.

Têm os que lutam mesmo em silencio. Embora suas armas sejam palavras engasgadas, e, nada mais.

Acompanha-se todos os dias os crimes sem solução, e o poder crescente do crime organizado.

Nossa sociedade está à deriva nas mãos de marginais. O medo se associa ao desamparo, e a falta de competência dos poderes públicos beira o caos.

Aponta-se falhas sempre. Talvez, fosse necessário agir mais. Ter vontades políticas sérias e iniciar mudanças em nosso Código Penal Brasileiro.

Somos um povo, deveras, paciente. Acredito que existam limites para essa paciência toda.

É visível o desconforto a estampar rostos que agora, corajosamente, se unem e lutam para serem respeitados.

Queremos andar livremente nas ruas de nossas belas cidades sem a surpresa desagradável de um assalto ou seqüestro.

Por ventura, exista ainda, a inacreditável possibilidade de virarmos cinza ou sermos cruelmente arrastados até a morte - que o digam reportagens sobre queima de ônibus, índios, mendigos e o brutal assalto a família de João Hélio.

Pressuponho que muitos sintam pena deste Brasil tão desigual, á mercê de bandidos desumanos, conscientes de seu poder, dispostos a atrapalhar e coibir qualquer tipo de manifestação contra seus propósitos imensuráveis
.

4 comentários:

Anônimo disse...

Uai!!!! Cadê a Sandra que eu conheço? Que negócio é esse de desânimo, incredulidade, Brasil a mercê de bandidos? Estamos sim a mercê de nossos plantios passados e presentes tb. A ninguém será cobrado o indevido, é essa a Lei Maior. A máxima, "quem não deve, não teme",terá que ser a tônica agora, mas se contrário, arcar com as consequencia, na certeza que não existe injustiça, por mais estranho que isso pareça. Nosso Pai, ao contrário nosso, jamais permitiria uma injustiça a um Filho Seu. "A cada um segundo suas obras". Sem medo, e com coragem bastante pra resgatar as faltas, e sabedoria suficiente pra não cometer outras, deve ser essa a nossa postura.
Anda, sorriso na cara, cabeça erguida, fé no futuro, paciência, pois os melhores dias estão chegando.
Um beijão pra vc
Deliane

Sanbahia disse...

Dê, primeiramente obrigada por visitar meu blog e também colocar seu comentário no post.
Minha linda, não estou desanimada. O meu post é mais um alerta para que os poderes públicos criem políticas publicas voltadas para a segurança do povo. Pois, nas grandes cidades, infelizmente, o medo impede as pessoas de sair de casa , principalmente á noite.
Um cheiro e volte para opinar.
Adorei.
Um cheiro.

Eduardo disse...

A realidade em grandes metrópoles ,como aqui no Rio de Janeiro é assim mesmo, um misto de amor a bela cidade e ódio por não desfrutarmos de suas maravilhas, face a violência gratuita e insegurança em cada esquina. Se existe as UPP's nos morros, falta segurança no asfalto, em vias públicas, não há mais dia ou noite para vermos bondes, arrastões e assassinatos, esta é a realidade que vivemos porém, não deixamos de viver e trabalhar, acreditando sim, que um dia isso vai acabar ou pelo menos melhorar mas até aí, precisamos gritar por socorro ao poder público, quanto mais manifestações de repúdio aos nossos governantes, maior será a apreensão pois nós os elegemos, só que esquecemos disso na hora da eleição, somos um povo sem memória. Mas sem jamais desistir, essa é a tônica e o que nos move. Abraços....

Sanbahia disse...

Eduardo, infelizmente a realidade nas grandes cidades brasileiras são desanimadoras, no entanto devemos como você disse, acreditar que tudo isso um dia melhorará, não podemos jamais perder a esperança.
Grata por opinar em meu post. Volte sempre.
Um grande abraço.