quinta-feira, 27 de maio de 2010

Nada se acaba para sempre.


Perder pessoas que amo não é mesmo uma coisa fácil para mim.

Não quero que desapareçam.

Sinto falta do toque, do cheiro, do riso.

É difícil lidar com a morte do ser.

Por mais que você leia, frequente lugares que te deem algumas respostas, na hora da perda vem a desordem mental, e fraquejamos.

Que indecente falta de fé.

Mas, tudo se resume numa frase: "Não suporto perder quem amo".

Amo -os e quero-os eternos.

Todas as vezes que vou visitar meus familiares na Bahia sinto falta de alguém.

Não os vi partir, portanto assimilar que eles não estão mais neste plano, é difícil demais.

Procuro-os em cada esquina que passo, em cada praça que sento, em cada casa que entro.

Sinto um vazio muito grande.

A saudade dói e me corrói.

Ainda bem que restam as boas lembranças que eles deixaram.

Relembro-os e choro.

Mas, meu choro é um agradecimento.

Agradecimento ao Pai do céu pela sorte de conviver com pessoas tão especiais.

Graças a vós , Senhor Pai do Universo!

Dizem , e nisto acredito: nós nos encontraremos na eternidade.

Nada se acaba para sempre.

Eles continuam vivos dento do meu coração.

Fisicamente, foram-se.

Espiritualmente vivem para o todo sempre.

Amém.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Snif e snif.


Só senti a fisgada.

Sentei-me com cuidado.
A professora perguntou se estava tonta.

Antes fosse isso.

Ai, meninas , minha aula de Pilates foi para as cucuias. Pelo menos por alguns dias
Cheguei em casa andando devagar, macio. Parecia que havia parido naquele momento.
Acho que machuquei o ciático.

Enferrujadíssima.
Oxe, triste foi o maridão não me acudir.

Sentado estava, sentado ficou.
Pra não ser injusta com o meu delicado branquelão, devo dizer que ele quis sim saber o que houve, e me aconselhou a usar uma cinta.

Como neguei, o home retou-se.

Ora, a dor é minha,e eu sei o que é melhor pra ela.

Vou muito usar uma cinta apertada. Além da dor, vou ficar sem respirar.
Minha professora de Pilates, que é fisioterapeuta, disse-me para colocar gelo.

Vou fazer o que ela mandou e pronto.

O maridão, enfesou-se. Oh, Deus, que home difícil.

Iniciei um discurso tocante.

O maridão não deu a mínima atenção.

Contra ataquei com chantagem emocional.

Dei uma de coitada, abandonada, aquela que se procupava com tudo e todos, e não recebia nada em troca
.

Que dramalhão!

"Gente, cá pra nós, odeio fazer isso".

Ele se compadeceu.

Ah...meninas, esnobei-o.

Affe, o maridão não se fez de rogado.

Voltou para ver TV.

Decepcionadíssima, joguei-me na cama com dor e tudo.

Oh, tadinha de mim, ninguém para me fazer uma massagem, colocar gelo .

Snifffff, sou tão infeliz!

Sniff, e sniff.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Namastê.


Minhas meninas, tava atrasadíssima. Não é nenhuma novidade. Por mais que me esforce, sempre a mesma agonia.

Perninhas agitadas e respiração ofegante pra não me atrasar mais ainda . Compromisso é compromisso.

Médicos, dentistas, não esperam.

Os bonitinhos podem atrasar, nós de maneira nenhuma. Mas, p-a-c-i-ê-n-c-i-a.

Paciência uma pinóia.Tá tudo errado.

Lá vai euzinha mais uma vez me desviando do assunto principal.

Avoada e alopradíssima.

Pausa e reflexão.

Vamos ao assunto.

Ia pela calçada apressada quando de repente vejo uma senhora de bruços na calçada.

Levei um susto retado.

Parei, olhei, senti que respirava. Graças a Deus.

Olhei em volta. As pessoas passavam e não pareciam preocupadas com aquele ser de bruços na calçada fria.

Quanta indiferença.

O ser humano, desumanizou-se?

Falam tanto em solidariedade e naquele momento ninguém para socorrer aquela criatura?

Jesus do céu!

Olho o relógio.

O que fazer?

Não posso deixar aquela pessoa naquele estado.

Adianto o passo e vou seguindo sem desgrudar os olhos daquele ser imovel ao chão.

Vou caminhando de costas, aturdida, preocupada.

Rezo para que alguém a socorra.

E minha consciência? Ai, meu Deus, tenho que fazer alguma coisa.

Chego ao consultório e logo falo as pessoas o acontecido.

Alguém diz que melhor é ligar para a polícia.

Pego meu celular e imediatamente falo ao policial que vá ao local onde a mulher está estendida.

Graças ao Pai de céu, o moço se prontifica.

Na volta passo pelo local em que encontrara aquele corpo desconhecido.

Penso onde e como estará?

Pelo menos a tiraram daquele local. Não mais atrapalharia os pedestres.

Dá-me uma melancolia.

Penso naquela pessoinha e naqueles que passavam simplesmente, sem fazer nada.

Não vou julgar. Não posso julgá-los.

Quem sou eu pra mudar o mundo.

Cada um tem seus motivos.

Rezemos ao Pai por ela,e pelas pessoas que a ignoraram.

Amém

Namastê.





quarta-feira, 12 de maio de 2010

Maridão diabético


Oh, meu Pai do céu, como pôde acontecer isto? Não foi muita surpresa. Mas, tentei me enganar.

Po que somos assim? A verdade se escancara á nossa frente e nós a ignoramos.

O maridão não deu a devida atenção aos conselhos do endocrinologista.

Relaxou.


Não levou á sério as ordens médicas.

O tempo passou e o negócio piorou.
Meninas, to com dó.

Oxe, nossos filhos são durões.

Falaram com todas as letras:" Pai, é sua culpa. Sua máxima culpa."

Tudo resultado da teimosia do maridão.

Vocês nem queiram saber.

Verdade seja dita.

Insulina no pobre.

É, minhas amiguinhas, o diabetes, será companheiro eterno , de agora em diante, na vida do maridão.

Terá que conviver com a doença.

E não é brincadeira, não. A doença é séria. Traioçeira e silenciosa. Se bobear, adeus mundo cruel.

Desconjuro.

Quero pensar nisso não.

O negócio é cuidar direitinho.

O pior é o adeus a cervejinha. Oh, fisura por essa loira gelada!

Era minha grande rival.

Tadinho do meu amorzinho

Ohhhhhhhhhhh, o bichinho ficou tão triste.

Meu coração, esfarelou-se.

Fiquei tão maternal.

Chamei-o de filhinho.

Sei que não devemos chamar o marido de filhinho. Mas, não dá para resistir. Senti-o tão desamparado.

Ia para a Bahia ver meus familiares

Por enquanto tenho que adiar a viagem.

Tenho que vigiar este meu filho mais velho. Oh menino rebelde! Oxe, se precisar dou-lhe umas palmadas. Vai se cuidar na marra.

Vixe, tenho que parar de digitar, o maridão tá fazendo besteira

- Meninooooooo, o suco tá com açúcar, quer morrer é?