quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sou dona dos teus zoio.


Cada dia fica mais difícil enxergar.

Mesmo com óculos sinto dificuldades.

Tenho miopia e astigmatismo em um dos olhos.

Meu grau já estacionou.

Mas uma verdade fatídica me aborrece. Não tenho para onde correr. O negócio é aceitar.

Suponho que em breve tentarão me receitar um bifocal.

Problemas futuros da maior idade.

Maridão tem e não se adaptou.

Quero não.

Ficarei como estou .Ou então no troca- troca. Um óculos para longe e outro para perto.

E tem ainda o problema das lentes de contato que não abro mão.

Óculos, só escondidinha dentro de casa.

Chega de Maria quatro olhos.

Coisa de criança, mas que incomoda!

Não gosto de óculos e pronto. Ele esconde os olhos. Pareço que estou mascarada.

Os anos fazem com que nossos olhos cansem.

Atordoaram-se de tanto que os forçaram enxergar á força.E a ver o que não queriam.

Nossos olhos são espelhos de nossas almas.

Os danadinhos falam mesmo, nos traem.

Graças a eles enxerguei os zoinho safados do maridão.

Adorei.

Apaixonei.

Ai, coisa linda de se ver e amar!

Por isso que canto e suspiro:

"Não se esqueça que sou dona dos teus zoio
Faz favor de não espiar pra mais ninguém.."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Cartinha pro Leblon - Taiguara.


Meninas, de minha vida, recordar é viver.

Ditado certíssimo.

Estava escutando "Cartinha pro Leblon", uma música linda de Taiguara.

Fui longe. Muito longe.

Viagem boa , saudosa. Muitas pessoas queridas envolvidas.

Nossa, foi uma regressão.

O Taiguara fez muito sucesso nos anos setenta. Ele nasceu no Uruguai e veio para o Brasil com quatro anos de idade.

Nem precisa dizer que virou brasileiro.As variações musicais do nosso país deixaram apaixonado ,o garoto, filho de grande bandonionista.

Muitas de suas músicas foram proibidas. Exilaram nosso músico. Quiseram calar sua voz ,como de tantos outros que ousaram contrariar a política dos militares.

A ditadura ferrou com nossos compositores.

Época de ouro musical, e de chumbo pro país e brasileiros.

No exílio, Taiguara fez a música Cartinha pro Leblon pra homenagear seu amigo e maestro Eduardo Souto Neto, "o Duduca".

É um chorinho.

Dá pra arrepiar e chorar.

Lindo!

Pra escutar essa música só comprando o cd Fotografias.

Tentei o youtube pra deixar o link pra você.

Não encontrei.Fico devendo.

Agora , existem outras músicas maravilhosas de Taiguara no Youtube.

Façam um passeio no universo desse cantor. Vale a pena.Vocês não vão se arrepender.

Taiguara morreu em 1996, vítima de câncer na bexiga aos 51 anos.

Pra homenageá-lo , e presentear vocês, deixo a letra de Cartinha pro Leblon.


Cartinha pro Leblon

Oi, Duduca meu irmão
Como é que tá esse sol?
Ai, que frio e que saudade
Do feijão e da terrinha
To fazendo por aqui

Um choro pra você
Tem a cara do papai
To queimando Danny Hills,
Mas já não posso mais
Com o tal do ticken'pie
Hoje amei e viajei
Por dentro de uma flor
Foi uma indiana linda
Parecida com Nininha
Ai, que falta você faz,
Mas deixa,
Deus me traz

De novo pra apertar
O pianinho da paz
E ai,depois das gerais
Vamos fazer muitos jazz.

In memoriam para meu tio João.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Telefonia OI


Vergonhoso os serviços públicos do nosso país.

Um verdadeiro desastre.

Essa semana o maridão perdeu a paciência com a operadora de telefonia Oi.

Para resolver um problema simples, levou quatro horas com atendentes despreparados e maleducados.

Nunca o vi tão nervoso.

A criatura soltou os cachorros, cobras, lagartos nos atendentes que não sabiam informar nada.

E quando era a máquina que respondia?

Sai de baixo?!

Arregalei os olhos quando o vi vermelhão, a despejar palavras finas e delicadas.(ironia, claro)

Cruzes. O que deu no amorzão?

O branquelinho esbravejava de uma forma arretadamente descontrolada.

Socorro, o home vai infartar.

Não consegui ficar quieta.

Assim já era demais.

Conseguiram tirar a paz do meu bichinho?

Mexeu com meu italianinho, mexeu comigo.

Vou rodar a baiana.

Vou transformar essa Oi em hum, rum.

Dá vontade de fazer e acontecer, não é mesmo?

Brincadeira! Isso não se faz.

Amigas( depois de respirar profundamente), nunca vi um serviço tão ruim.

Apesar das leis, as empresas continuam abusando de seus clientes.

Precisamos denunciar, colocar na mídia nossas insatisfações.

Pagamos caro pelos serviços e somos tratados como idiotas.

Vocês me dão licença, mas não consigo me conter.

Como?

Estou calma.

Não se preocupem.

Só quero dizer umas coisinhas que estão engasgadas.

- #@*&%&%####

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Bloco Os Internacionais.


Como sempre éramos pipoqueiras no carnaval de Salvador.

Os blocos passavam e as pipoqueiras iam atrás.

Haja disposição.

Tinha um bloco que era nosso favorito.

O nome do bloco era "Os Internacionais".

Bloco só de homens. Muito calor humano junto. Era tudo que queríamos.

Nos esbaldávamos.

Oh, mulherada assanhada. Sangria desatada , sô!

Não sei dizer se o bloco ainda existe. O que sei pela mídia, é que em 2009 ,o bloco saiu, já misto , sob o comando de Tatau,e Cláudia Leite.

Descaracterizou-se, penso.

É óbvio que ser misto é uma das descaracterização.
Amigas, os homens se fantasiavam de romanos,piratas, faraós, e assim por diante.
 
Isso mexia com a alma, o corpo, e o imaginário feminino. Agora aturamos os famosos abadás .

Adeus aos nossos deuses romanos, egipcios e gregos que tanto nos fazia perder o ar, as pernas, braços.

Fica na nossa lembrança aquele bloco loucamente original, efervecente e febril.
 
Que peninha. Quanto descaso com homens tão belos e inesquecíveis.

Ficam  as lembrança....! Afffe, doces e arrepiantes lembranças (suspiros e ....mais suspiros) !






domingo, 14 de fevereiro de 2010

As caretas.


Que pavor eu tinha de pessoas mascaradas.

Chamava-as de "as caretas"

Quando as avistava,trancava-me em casa e ficava a  espiar pelas frestas da janela.

 Sair ? Nem pensar ! Só com um  adulto que me protegesse.

Mas, os mascarados de outrora, corriam atrás das crianças.

Nós os provocávamos. Fazia parte da folia.

Era um pandemônio. Um monte de criança gritando e correndo por todos os lados.

Fiquei com trauma de mascarados por um bom tempo.

Não suportava a chegada do Carnaval.

Nunca vi sentir tanto medo.

Os outros se divertiam e eu, tremia.

Também os mascarados eram horríveis. O intuito era mesmo apavorar as crianças.

Pelo menos, a mim, eles apavoravam demais além da conta.

Coisa sem graça!

Custei a entender a brincadeira.

Tiveram que me mascarar pro medo acabar.

Não gostei muito.

Acabaram com meu faz de conta amedrontador.

Ter medo e me esconder era bem melhor.

Senti falta do coração acelerado,da falta de ar, do correr como uma louca pelas ruas ,e me esconder em casa com as portas e janelas bem trancadas.
Vá entender uma coisa dessas?


Criança é realmente surpreendente.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Comadre Márcia, e sua arte em fuxico.



Todos nós temos dons.

Entre tantos dons que o Pai Divino nos concede, sou fã de quem cria algo com as mãos.

A arte manual, deveria se chamar arte-carinho.

Quem a faz se dedica, apaixona-se.

É seu momento de namoro.Que ao final se transforma em amor.

Fica o desejo de posse , quebrado pela admiração de outrem.

Mas, a artista tem que deixá-la ir e enfeitar, embelezar outros braços, colos.

É o reconhecimento do belo.

Sua arte se torna objeto de desejo.

Isso satisfaz, a arte-carinho.

Isso satisfaz as mãos do seu criador.

Que a Mãe do Céu abençoe suas mãos,Márcinha, querida.

Para meus leitores do blog, deixo o endereço do site da minha artista-comadre , para que possam apreciar seus trabalhos e fuxicar bastante.

Endereço:http://www.elo7.com.br/arteemfuxico



Assobios e pirraças.


Perco as estribeira quando falo e não dão atenção.

Falta de educação. De respeito também!

E quando cantam ou assobiam.

Me dá uma vontade de esganar.Torcer o pescoçinho da criatura.

Respiro, conto até dez, e sigo adiante iradíssima.

De uns tempos pra cá, to conseguindo um certo controle diante de situação tão desagradável

Pra que me importar com fato nada relevante.

Fica feio pra quem o faz.

Resolvi , então,pagar na mesma moeda.

Se a pessoa mal educada canta, eu canto, e mais alto.

Se ela assobia , assobio mais alto também, e melhor.

Melhor, meu assobio?

Não é verdade. Tenho dificuldade em assobiar.

Puxo o ar pra dentro, e sai um assobio fraco e desafinado.

O maridão assobia bem.

Fico tentando imitá-lo, mas não consigo.

Oxe, o meu docinho de Minas, tá me pirraçando. Antes não fazia isso não!

Onde já se viu?

O come quieto, assobia quando reclamo de alguma coisa.

Pequena pausa:"Ás vezes exagero um pouco nas reclamações. E, repito-as ,até deixar o mineiro com a cabeça fervendo.Rsrsrsrs."

Isso é um tiquito de maldade, né?

Por isso que os homens dizem que falamos demais. E os irritamos.

Ora, mas eles retrucam com assobios, cantorias , bater de portas?

Criançolas que mal sairam dos cueiros.

Mas, quando meu maridão imaculado, assobia , respondo-o com meu forte e corajoso assobio.

Defendo-me.

São trocas de assobios e pirraças.

Ele não se aguenta.

Ri demais da conta.

Adora meu assobio rouco , desafinado e sexy

Derrete-se o mineirim.

E tudo acaba em love.

Rssss.

To abrasivamente apaixonda.

Ai!







terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bolsa de mulher.


Não tem coisa mais irritante do que portas giratórias de bancos.

A ideia pode até funcionar ,mas incomoda que Nossa Senhora!

Não suporto-as.

As benditas sempre emperram comigo.

E logo vem o apito de advertência, para me tirar do sério.

Se pudesse estrangularia.

Ai, que raiva.

Minha bolsa, como a de todas as mulheres, são cheias de bugigangas.

Bugigangas, nececessárias.

Os guardas têm até paciência.

Ora, são pagos pra isso. Não fazem mais que sua obrigação.

Minhas bolsas são mesmo um caso de polícia.

Tem de tudo: remédios, maquiagem , bolsinhas menores. Uma para cada coisa;moedas, dinheiro, documentos . Fora as caixinhas de óculos, absorventes,pentes, e...cansei!

Certa vez me descontrolei. Coloquei naquela caixinha de vidro quase tudo que estava na bolsa.

Sabia lá o que àquele apito nojento acusava.

O guarda dessa vez riu. E muito!

Atrevida, interroguei-o:

- Tá rindo de quê?

Nem esperei resposta.

Malcriada, sai pisando duro.

Agora me respondam.

Será se essas portinhas, tão lindas, resolvem o problema da bandidagem?

Aposto que com eles não funcionam.

Eles sabem disfarçar. O apitozinho falha , sente medo ou respeito.

E nós, inocentes criaturas, somos obrigadas a compartilhar os conteúdos íntimos de nossas bolsas com estranhos.

É cada uma.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Petit gâteau


Vocês já comeram petit gâteau?

Nome fresco para um pedaço de bolo com sorvete.


Comi a sobremesa chique, e internacionalmente conhecida, após saborear uma moqueca de camarão.

A história da moqueca está no post anterior. Leiam e entendam o que aconteceu.

Da maneira que meu estômago se encontrava, o petit francês não foi bem recebido.

O bolinho de chocolate com calda, é gostoso, mas doce pra danar.

Um pouquinho só, basta. E na minha situação , esse pouco já era o bastante.

O sorvete de creme que o acompanhava foi minha salvação.

Colocava um minúsculo pedaço do bolo na boca, pra depois recompensar com uma boa colherada de sorvete.

O sorvete amenizava o doce exagerado do bolinho.

Satisfeitíssissima, e farta até demais, consegui comer até o final a tão famosa sobremesa.

É óbvio que o maridão ajudou. A escolha foi dele.

Na verdade acho que meu companheiro quis me acrescentar alguns quilos com esse jantar especial.

Amoroso e com más intenções.

Tudo que o amorzinho pediu com tanta delicadeza, suavidade, era extremamente engordativo.

Doce e querido amor da minha vida...

Pensarei o que fazer com você, depois que me pesar, e acusar os quilinhos indesejáveis.

Queridíssimas, o encanto dessa noite maravilhosa, e inesquecível ,foi num restaurante chique.

Fomos recebidos pelo mêtrier na porta e tudo mais.

A vossa amiguinha não estava devidamente vestida para tão nobre local.

Enquanto as clientes vestiam suas melhores roupas ,e calçavam seus saltos altos, a mulézinha tinha nos pés,sandálias havaianas, e sobre o corpo ,um vestido longo, simples, de florzinhas azuis.

Pela descrição, era uma hipponga dos anos setenta.

Não podia ser diferente.

Mas, a culpa foi do meu indecente marido. Não me deixou ir ao hotel trocar de roupa.

Quer saber?

Nem me importei com esse negócio de não estar com a roupa adequada.

Para mim o que importava era a satisfação, o contentamento do meu lindo companheiro.

Romance no ar.

Com sal de frutas como espectador.

Rsrsrsrs.