segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Rio de Janeiro, continue lindo!


Que as armas sejam trocadas por flores e enfeitem o jardim de cada casa no Rio de Janeiro.


Que as crianças possam ser crianças e não mais vejam armas, sangue, mortes e dor.


Que as pessoas sejam tocadas em seus corações e abandonem a sede de poder que os transforma em monstros impiedosos.


Que a palavra paz seja pronunciada e usada pelos homens de boa vontade.


Que nossos"beneméritos" políticos tenham a lucidez, a proeza de punir com leis severas o narcotráfico , para que o Brasil seja deveras um país justo em que seus cidadãos se sintam amparados e livres do crime organizado.


Que o Rio de Janeiro continue lindo, e o Cristo Redentor possa acolher a todos com seu amor e bênçãos de luz!

sábado, 27 de novembro de 2010

Dia de Nossa Senhora das Graças.


Mãezinha do céu será se desaprendi a rezar? Mas sei dizer com sofreguidão: Que quero muito te amar.

Sei ainda que azul é o teu manto,e branco é o teu véu.

Mãezinha querida, quero muito te ver em meu coração, no amor pelo meu próximo e em todos os lugares da terra e do céu.

Amém.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

The Beatles




As paredes do meu quarto não cabiam mais de posteres dos Beatles. Eitá paixão pelos meninos de Liverpoll.

Com o encarte das músicas e num inglês chifrim cantava com meu grupo predileto suas canções.

Conhecer a música dos Beatles foi a melhor coisa que aconteceu na vida da forrozeira assumidíssima.

Era avessa a música de gringos. Não estendia o que estavam falando. E apesar de achar algumas melodias bonitas, o fato de desconhecer o idioma me desmotivava.
Com um bom ouvido musical, graças ao meu pai e a meu tio João, sabia distinguir o que prestava musicalmente.

A bichinha era metida a entender de música. Radicalmente, rendera-me a nossa boa e maravilhosa música brasileira.
Música estrangeira não, pelo amor de Deus!

Batia o pé teimosamente: músicas internacionias não eram bem-vindas na minha "radiola".Apesar de reconhecer que haviam boas e agradáveis excessões.
De tanta radicalização beirei á estupidez. Como diz meu pai: Deixe de ser ignorante musical, ora bolas.

Paul, George, Ringo e Lennon, vocês foram os culpados pela minha americanização musical. Fui totalmente dominada pela beatlemania e suas fases.

Sofri com a separação do grupo, não acreditava que um grupo de sucesso acabasse.Foi uma morte com enterro e tudo. Fiquei de luto e me revoltei: "eles não podiam fazer isso com seus fãs" .

Acostumei-me , mas nunca aceitei a dissolução da banda. Os Beatles faziam muita falta. Sem eles houve um vazio no mundo da música .

Um certa desilusão me afastou dos meninos ingleses.

Ouvi alguns trabalhos solos de Lennon, Paul. Mas, nada se igualava ao grupo. Juntos eles eram bem melhores!

Trágico,desconfortável, absurdooo foi a morte do criador de Imagine. Até hoje não consigo entender o motivo do assassinato de Lennon. Muita loucura minha gente!

Aos poucos os meninos de Liverpoll estão indo para outra dimensão.

Restaram, graças a Deus, em nosso plano terrestre, Ringo e Paul

Aproveitemo-os, embora se saiba que as músicas dos Beatles são eternas, e Lennon e George continuam vivos em nossos corações.

Para nossa alegria Paul fez recentemente shows no Brasil. Não pude assistí-lo ao vivo. Restou-me a TV.

Muito bom ver um Beatles. Toda uma história é recontada.

O mito dos meninos de Liverpool continuam a viver no rosto, gestos e canto de Paul McCartney

Que Deus lhe dê ainda muitos anos de vida para nosso deleite e satisfação.













quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Meninos Grandes



Tenho respeito e carinho pelos nossos velhos. Na verdade não os acho velhos.No sentido literal,alguns significados soa preconceituoso."Ser velho é estar em desuso, é ser ancião ultrapassado, é ser um gagazinho que não entende nada e não serve para nada."

Palavras duras para serem ditas a quem merece toda nossa consideração,amor e carinho.

Sinto um pesar,um sei lá o quê quando ouço  tais palavras. Minha atitude é de  revolta e indignação.

Nossos idosos não merecem tais adjetivos.

Nossos idosos merecem envelhecer com dignidade. Muitos esquecem que um dia serão velhos também.

Não conseguiram ainda inventar uma droga que evitasse o envelhecimento. Disso não escaparemos. Doa a
quem doer.

Deveríamos refazer conceitos, e encararmos a velhice como uma etapa natural da vida.

Nossos idosos não são velhotes, anciãos inúteis. 

Envelhecemos com o passar dos anos. É inevitável.

São esses anos, ingratos, que nos levam o viço da pele, o brilho no olhar e as limitações no corpo físico e mental.

Muitos que envelhecem, acreditam que lhes restam muito pouco tempo de vida, e se entregam ao desânimo e depressão.

Faltam-lhe na maioria das vezes a motivação de viver, a alegria em abrir os olhos e sentir o frescor de um novo dia.

O que mais dói em nossos idosos é o abandono. A separação dos seus ente queridos,e a sensação de ser um estorvo os faz seres infelizes.

Meu pai tem 81 anos. Está forte e bem disposto.

Ele é o meu menino, o meu Menino Grande.

Acho lindo seus cabelos brancos, seu rosto rechonchudinho.

Mesmo não o vendo todos os dias, amasso suas bochechas com muitos cheirinhos.

Oh, saudade ,desse meu menino que tanto me ensinou, e ainda me ensina!

Quanta sabedoria em sau mente brilhantes.

Nosso Brasil deveria valorizar mais seus MENINOS GRANDES.

Meu pai tem a sorte de contar com um bom plano de saúde e uma boa aposentadoria.

Mas, e quem não teve a mesma sorte?

Sei de casos de velhinhos que morrem em filas de ambulatórios por demora no atendimento, quando não fcam em macas em corredores de hospitais aguardando vagas em enfermarias e quartos.

Meu coração se entristece diante de tanto desrespeito .

Cada ruguinha no rosto de um idoso é motivo de admiração. É nessas rugas que estão a sua beleza, a gostosura do que viveu e que sabiamente passaram para seus filhos e netos.

Quando encontro meu Menino Grande é sempre uma festa.Uma festa que vira brincadeira de criança.

Montamos juntos nosso parque de diversão.

Nossas crianças se unem de tal forma que achamos a adultiçe sem graça e tola.

Somos nesse momento criançolas doidinhas pela vida.

Meninos Grandes do meu Brasil, sou-lhes grata por tudo que fizeram pelo nosso país.

Vocês são brasileirinhos especiais, acreditem

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O baiano e as duas noviças.


Mineirim, contador de "causo", relata-me á viagem de duas noviças com um motorista baiano.
Diz o mineirim "come quieto" que o causo é verdadeiramente verídico.

Duas noviças, paulistas vão de carona com um baiano -motorista para Santos.

O baiano andava de bronca com os paulistas.A todo momento era chamado de comedor de farinha ,e burro.

Pensavam os paulistanos que o comedor de farinha não entendia os chamamentos de baianadas para tudo que o pobre fizesse de errado. Estava cansado de tanta gozação. Ia aprontar com esses cabras metidos a besta.

Tadinha das noviças, não tinham nada a ver com as gozações, mas o baiano estava disposto. As duas eram paulistas, então, azar delas. Foram escolhidas para a grande vingança.

Para começar o baiano toma umas pinga.

Entra no carro alegre, cantando axé.

As noviças entreolham-se . O baiano sorridente as cumprimenta.

- Boa tarde, em nome da Mãe, do Filho e do meu Pai Oxalá. Com todo respeito. Amém.

A viagem transcorria bem se não fosse a insistência do baiano em cantar axé e também forró. Não estou falando de forró de Gonzagão, Dominguinhos, mas sim das bandas de forró eletrônico. A preferida do nosso amigo era as músicas da banda Calçinha Preta. As noviças não aguentavam mais ouvir: "Você não vale nada mais eu gosto de você"- as duas estavam, coitadas, incomodadas com o cantor .

Parece que o cantor se deu conta da perturbação. Calou-se, mas ligou o som em toda altura.

As religiosas, educadamente, pedem:

- Moço, abaixe um pouquinho o som, Deus vai lhe agradecer.

O baiano compadecido obedece.

De repente para o carro no acostamento. Vira-se para as noviças solicito.

-As damas noviças estão bem ? Mal lhes pergunte: Posso pitar um cigarrinho?

Meio a contragosto elas acenam a cabeça.

Um aroma estranho de mato invade o carro. As duas mais uma vez entreolham-se O baiano mais que depressa se explica:

- Donas noviças, esse cigarro é diferente. É conhecido como cigarro dos anjos. Quando fumo o bichinho, fico mais perto do Senhor.

As noviças se benzem e rogam que ele pare de fumar o tal cigarro dos anjos e prossiga com a viagem.

Tranquilamente o motorista apaga o cigarro abençoado e entra no carro.

Ai , começa o verdadeiro transtorno na viagem.

Mariadinho de tudo e viajando com os anjos, o nosso motorista não sabe o que faz na estrada. Nas curvas os pneus cantam absurdamente. As noviças apavoradas, gritam.

- Moço, o que está acontecendooooo?

Rindo ele responde:

- Santas do Meu Senhor Jesus Cristo, juro que tô vendo três estradas.

As noviças arregalam os olhos, rezam o Padre- Nosso junto com a Ave-Maria.

- Enviadas do céu, me digam qual a estrada que devo ir; a do meio, a da direita ou a da esquerda?

Sem pestanejar e em coro respondem:

- A do meio em nome de Maria Santíssimaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Aperreações



Estou aperreada mais uma vez. Minha sede por justiça me leva a essas aperreações.

Não adianta muito, sei disso.

Outrossim, pudesse mesmo mudar conceitos, reverter situações, e assim serenar as injustiças sociais em nosso país.

Palavras são lidas ou ouvidas simplesmente. Logo se esquece o que leram ou ouviram.

Não é justo generalizar. Pecaria ao fazer isso.

Têm os que lutam mesmo em silencio. Embora suas armas sejam palavras engasgadas, e, nada mais.

Acompanha-se todos os dias os crimes sem solução, e o poder crescente do crime organizado.

Nossa sociedade está à deriva nas mãos de marginais. O medo se associa ao desamparo, e a falta de competência dos poderes públicos beira o caos.

Aponta-se falhas sempre. Talvez, fosse necessário agir mais. Ter vontades políticas sérias e iniciar mudanças em nosso Código Penal Brasileiro.

Somos um povo, deveras, paciente. Acredito que existam limites para essa paciência toda.

É visível o desconforto a estampar rostos que agora, corajosamente, se unem e lutam para serem respeitados.

Queremos andar livremente nas ruas de nossas belas cidades sem a surpresa desagradável de um assalto ou seqüestro.

Por ventura, exista ainda, a inacreditável possibilidade de virarmos cinza ou sermos cruelmente arrastados até a morte - que o digam reportagens sobre queima de ônibus, índios, mendigos e o brutal assalto a família de João Hélio.

Pressuponho que muitos sintam pena deste Brasil tão desigual, á mercê de bandidos desumanos, conscientes de seu poder, dispostos a atrapalhar e coibir qualquer tipo de manifestação contra seus propósitos imensuráveis
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domingo, 7 de novembro de 2010

"Rodeio de Gordas"


-Nêga gordaaaaaaaaa.

Virei-me querendo matar . Quanta ousadia! Mesmo sabendo do meu excesso de peso não admitia ser chamada de gorda. Ofensa demais para quem estava na flor da idade.

Cheia das vaidades e hormônios ,minha adolescência foi cheia de"ãos": pernão, peitão, e o nome de batismo em homenagem a uma atriz famosa dos anos 50,Sandra Dee, transformou-se para amigos e familiares SANDRÃO!

Meu lindo nome, tão bem escolhido pelo meu pai, fã da atriz loira, de formas generosas, provocantes sendo motivo de chacota.

A culpa era da adolescente gorda. Quem mandou não se conter diante das coca-colas, brigadeiros,e a preguiça crescente diante das atividades físicas?

O mais triste para mim era participar das brincadeiras que exigiam um bom preparo físico. No pega-pega, um verdadeiro desastre, era a primeira que agarravam. Correr me dava uma canseira! Imediatamente, a brincadeira acabava para mim.

Pular corda ? Outra tristeza. Embora reparasse que havia uma pontinha de maldade da turminha. Era a gordinha entrar para a corda acelerar.

Na escola , raramente era escalada para jogar voleiboll, basquete. Diziam que não era pelo fato do excesso de peso. Na realidade Sandão era ruim em qualquer esporte.

Não nasci para ser esportista. meu negócio era Artes.

Só que até então, entregue ao desmazelo dos constantes âos, a neguinha se recolhia, achava-se a mais infeliz das pessoas.

Na verdade, a baianinha não era tão gorda assim. Mas, o estereótipo da menina com tudo no lugar, bonitinho, fugia da minha realidade.

O responsável maior era os hormônios do que excessos nas guloseimas.

Era só uma fase que passaria. Só que para a menina , o estigma de gorda já estava impregnada em seu ser.

Estou a pensar como seria se na minha época tivesse o tal "Rodeio de Gordas".

O rodeio , preconceituoso, foi criado por universitários da UNEP. É uma competição covarde, onde os universitários pulam sobre estudantes obesas.

Um caso de bullying descaradamente exposto entre universitários que se diz esclarecidos. Usam e abusam de suas presas como peões em suas arenas .

Já passou da hora de acabar com a discriminação exarcebada em nosso país.Tudo tem limites.

Temos direito de ser gordinhas, temos o direito de envelhecer, temos direito de sermos nordestinos, negros, amarelos, ou sei lá o quê.

Denunciemos, não mais nos calemos. Precisamos nos defender dessa imundicie que assola e destrói os valores morais em nosso Brasil.

Sinto-me enojada com mais esse manifesto podre e decadente em meu país.

Nossa Pátria Mãe Gentil não merece filhos que sujam seu nome e usam o preconceito como arma de poder.

Não se deve ofender,humilhar,nem tripudiar com as escolhas de nenhum cidadão.

Minhas queridas leitoras, a Sandrão, ficou no passado. Hoje só os mais íntimos me chamam assim. Acho saudosista. Não 'desgosto". Dou boas risadas. Afinal de contas a Sandrão perde para a Sandrinha. Acho que encolhi. ( risos)





quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Preta, pretinha


Quando criança vivia pelas ruas da minha cidade a brincar como uma moleca feliz e sonhadora. O sol escaldante sapecava minha pele. Chamavam-me de negra, preta.

Adorava ser chamada de preta,neguinha, afinal de contas sentia e sinto orgulho da minha cor de ébano. É bem verdade que agora estou meio desbotada. Quem diria que a neguinha desbotasse dessa forma?

Sinto saudade do sol do meu sertão, meu companheiro de brincadeiras. Ele me trazia tanta felicidade!

Iluminava-me, dava-me a alegria de saborear cada instantinho de cada dia com liberdade e confiança.

E os banhos de rio? Vixe, a pretinha se esbaldava. A água geladinha dava um arrepio gostoso! Dava pulos de satisfação.E os risos?Eram muitos. Como se diz, a gente era feliz e não sabia.

Sinto falta de ser chamada de preta, negra.Pena que minha pele não suporte mais o sol escaldante do meu sertão. Ficou besta, amineirou-se.

Quando vou á terrinha fico fresca! Corro do meu querido sol ,como o diabo corre da cruz.

Os anos afrouxaram a baiana nordestina.Meu companheirinho de infância que me perdoe, mas a força dos seus raios só com chapelão- o que não suporto- e besuntada de filtro solar.

Graças a Deus, ainda sou chamada de preta, pretinha na minha Bahia de Todos os Santos e de tantas cores.

Lá sou a negrinha, descendente de Zumbi, da escrava Anastácia

Esse achado me remete á infância e me faz criança outra vez.

AÍ, MINHA GENTE, EU SOU FELIZ!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Os "cabeça chata".


Dois cabra conversando:

- Tão falando dos nordestino.

- Hiiii, não ligo não. Isso vem de longa data.

- Tô com o sangue fervendo. Aceito isso, não. O século é outro e as pessoa cotinua com os mesmo preconçeto.Oh ,povim que num evolui, e ainda falam de nóis. Cambada de mané.

- Compadi, deixa eles falar , nóis semo tudo igual perante Deus.

- Ah ,cumpadi ,tenho sangue de barata, não. Nóis semo gente boa, num fazemo mal a ninguém.Por que foram bulir com nóis que tamo quieto em nosso canto? Desaforo tudo isso.Num to me aguentano de tanta indignação. Dá vontade de fazer uma besteira.

-Tu vai fazê o quê? Acalma home, o que vem de baixo não nos atinge. O probrema é de quem fala, eles que provem do seu próprio veneno.Se nóis se revolta tamo dando ousadia a eles.

-To cansado de ser chamado de "cabeça chata",invasor das terras alheias, ignorante,farofeiro, barulhento e mal-educado.

- Iscute: Tu é arguma dessas coisa? Incomode tanto, não. Palavra são dura, mas não diz a verdade verdadeira do povo nordestino. Olhe, todo povo tem seu valor. Nóis semo trabalhador, semo alegre e , sabe de uma coisa ? Quem fala de nóis tem é inveja. Num tem neste Brasil povo mais feliz,festeiro que procura viver sua vida com o coração cheinho das bondade como nóis do norte-nordeste, visse?

- Cumpadi nóis tamo é lascado. Vou vortar pra minha terrinha. Tô desgostoso. Num sou farso, to cheio das raiva Num gosto nem um tiquinho desse povo que maltrata seus irmão desse jeito. Dizem que eles são facista. O que é isso mermo?

- Compadi, deixemo de trololó e vamo se acalmar. Esse negóço de fascismo é contra a democracia, é coisa de gente maldosa que num respeita o direito dos outro. Na verdade quem fala dos nordestino despreza sua própria identidade Nacional. São digno de dó.
- Cumpadi tô admirado com tua sabedoria.Tu é home letrado , cheio das inteligença!

- Pois é, os cabeça chata têm cérebro, e os danado funcionam direitim ( risos ).



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