segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Enxaqueca


Enxaqueca é dor de mulher. Haja paciência para aguentá-la!

A tirana me fez companhia no final de semana inteirinho.

Bichinha pirraçenta, impertinente! Oh, vontade de mandá-la para aqueles lugares que vocês bem sabem.

Mas, tenho direito de desabafar um "bucadinho", sofri tanto por causa dessa transloucada!?

-##### @#$$$@@????!!!!!!!

Amigas, fiquei grogue. Perdi a conta de quantos comprimidos tomei.

Resultado:dormi, dormi e dormi.

Cansei de tanto que fechei os zoinhos. Fadiga retada. Jesus!

O importante é que venci a infelizzzzzz.

A porretona , foi-se. Graças a Deus.

Agora, atenção: Não tomem remédios por conta própria. É uma irresponsabilidade com nosso corpo.

Dizem que a enxaqueca é um desequilíbrio químico no cérebro, envolvendo hormônios e peptídeos.

A doença pode ser influenciada pela vida e pelos hábitos do paciente e também pela predisposição genética.

Outra coisa importante são os hábitos alimentares. Alguns alimentos estão na lista negra da enxaqueca. Então, evitem consumir em crise: queijos,cerveja,vinho,café, chá,refrigerantes á base de cola,chocolates, doces em geral,adoçantes, cremes,cítricos,banana, nozes, conservas.

Nossa, coisa demais? Chega. Difícil seguir á risca. Acabamos senhores de nossas tentações gustativas.

Perceberam que a maioria das doenças nos proíbe uma das melhores coisas da vida?

Comer é bom demais. Mas, diante de tanta dor pensarei quatro, cinco ou nenhuma vez se comerei ou não as delícias da lista negra da enxaqueca.

Ei...., para que existem os analgésicos, né?

Meninas, leiam mas não façam como eu, sou deestemperada das idéias .

Rsrsrsrsrsrs.

sábado, 28 de agosto de 2010

Fátima Oliveira.


Ler a coluna da escritora e médica Fátima Oliveira, ás terças -feiras no Jornal O Tempo-MG, é um primor!

Virou uma agradável rotina em minha vida.

Costumo dizer que as terças-feiras recebo Fátima para tomar café da manhã comigo.

Eitá honra danada, sô!

Ela chega cedo. O cafezinho fresco , o pão de queijo e o cuscuz nordestino já estão prontos em cima da mesa coberta com toalha onde se estampam desenhos de ipês de várias cores.

É assim que espero-a nas manhãs de terça.

Sentamos á mesa As palavras vão bailando enquanto saboreamos nosso lanche matinal.

A maneira simples de Fátima me envolve de tal forma que nem escuto o maridão sair para trabalhar.

Pena que tudo seja tão rápido. Logo ela se despede com a promessa de voltar na próxima terça-feira.

Para mim parece uma eternidade.

Vou iniciar minha contagem regressiva.

Oxe, quero conversar com minha colunista, nordestina ora?

Amigas, não se apoquentem.Querem encontrá-la? Assinem ou comprem o Jornal O Tempo-MG. Fácil, não?

Despeço-me da grande colunista.Debruço-me sobre á mesa e penso sobre o que conversamos naquele dia.

Ergo-me e pego o laptop.

As palavras de Fátima bailam em minha mente.

Sua atenção ao responder meus e-mails me emocionam.

Digito carinhosamente :
" Agradeço mais uma vez a você, Fátima Oliveira . Sua humilde e carinho me conquistaram.
Estarei esperando-a para tomarmos café juntas.
Na próxima semana novo cardápio: beiju, pamonha e bolo de aipim.
Espero ocê.

Um cheiro."

De sua leitora assídua.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Retratos da violência





Descarta-se a vida,
joga-a aos bueiros seu corpo junto aos dejetos e lixo.
Usurpam seu direito emerso ao ostracismo do qual se esconde o néscio da culpa como uma epidemia virótica,
sem antídoto a correr livre e atrocidar a putrefata porção de miseráveis que adormecem nas portas dos prédios públicos.

Ignora-se o ser
coberto por uma lona preta em passeios sujos onde desfilam uma insignificância fria de mentes doentes que incendeiam indigentes, índios, pobres diabos, decerto apenas abutres com sua carniça podre a encarniçar os muros e fachadas de casas plenas de opulência.


Viola-se a infância.
Nega-se a criança o direito de ser criança. Castiga-a ao levar sua visão lúdica da vida ao encontro das drogas,furtos, prostituição e relações de escravidão. Suas mãos inocentes
seguram revolveres numa eterna brincadeira de matar sem culpas, na intenção da defesa do pão ou mesmo um simples ingresso ao crime, sua única escola e da qual se concretiza, sonhadoramente, a sua ascensão social futura.


Mata-se simplesmente por tudo ou por nada.
Profana-se assim, a condição de vida digna. A barbárie é aliada a essa violência que destrói as relações entre os humanos , levando-os a seres brutais, desprovidos de raciocínio. Nega-se, portanto, o homem. Dá-se agora o seu
retrocesso ao homem-macaco , seu elo perdido tão contestado por cientistas, mas fortemente viável nesta realidade anômala e demente!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Lexotan em Bia.




Estava sentada em uma almofada ,no chão, lendo jornal quando me aparece uma menina pretinha.

Aquela coisinha foi se enroscando em mim. Seu fuçinho me cheira

Derreti-me com a bichinha.

Maridão de tocaia , fala satisfeito.

- Pronto, gostou de você.

Já havia dito aos meus homens que não queria outro cachorro em casa. Bastava-me Odin,esse menino sapeca de pequeno porte,companheiro e cheio das molecagens. Cahorro de grande porte só meu collie que agora está no céu com São Chiquinho.

A menininha não me larga. E eu, adorooooooo.

Maridão e filhos se sentem voitoriosos. Na surdina arrumaram mais um cachorro para fazer parte da família.

Que situação a minha. O que fazer? Não posso deixar de acolher o animalzinho.

Logo me dizem que é caçador e tomará conta da casa.

Bem que pensei em descer das tamancas, mas a carinha de Bia me faz recuar.

A pretinha lustrosa tem apenas quatro meses . É um bebezinho que precisa de muito carinho. Foi arrancada do convívio com seus irmãozinhos. Agora precisa se adaptar ao novo lar.

Tudo ia bem até Bia não deixar ninguém dormir á noite.

Por pouco não lhe enfiei goela adentro um comprimido de lexotan.

Pela manhã, mau-humorada,bocejando ,e cansada liguei para a veterinária que me pediu só mais umas noites para que a cadelinha se acostumasse com a troca de lar.

Pronto, quem vai precisar de lexotan sou eu para segurar meu deescontrole que só começava.

Meninas,lá se vai mais uma noite sem dormir por causa de Bia. Nem quando meus filhos eram bebês me aconteceu tamanha serenata.

Descontrolei-meeeeeeeeeeeeeee, não teve lexotan que desse jeito. Xinguei o maridão e decidida lhe pedi providências.

É óbvio que ele não iria devolver Bia. Meu coração mole não desejava isso.

Tenho dó, tão pequena e indefesa. Tadinha, maldade não ficar com ela.

Seguiremos mais conselhos da veterinária: Desta vez ela pediu que á noite, deixássemos Bia dormir próxima a um rádio ligado baixinho ,e com uma garrafa quentinha debaixo de uma manta . Assim ela se sentirá aquecida e com companhia.

Meninas, espero que as recomendações da veterinárias deem certo.

Sinceramente lhes digo: De maneira nenhuma ficarei mais uma noite sequer sem pregar meus olhos. Meu sono é sagrado. Qualquer coisa ,Lexotan em Bia, maridão e veterinária não precisam saber, concordam?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Meu cantinho nordestino.


- Ohhh, que coisinha mais linda!

Coração nordestino bate forte. Meus "zoinhos" brilham tal criança.

- Bichinho,quero levar você para meu jardim.

Maridão olha e não acha boniteza nenhuma no meu objeto de desejo.

Meninas, apaixonei-me pelo jegue.Vi-o no meu cantinho do jardim em que fiz em homenagem a minha terrinha.Só falta mesmo o burriquinho entre os cactus que plantei com tanto carinho.

O que assustou o maridão foi o preço do jegue. Um tanto caro para um jegue de barro.

Quanto mais olhava o jeguinho mais louquinha por ele ficava.

Meu encanto de marido não me deu confiança. É fã de folhagens, e a floricultura estava cheinha delas.

Adeus jegue- pensei , enquanto ele me pedia opinião sobre quantas novas folhagens levaria.

Contrafeita, só via folhagens se amontoarem a minha frente.

Ao fecharmos a conta uma surpresa: A dona da loja se compadeceu e deu um bom desconto para que eu levasse o bendito e desejado jegue.

Imaginem a minha alegria?!

Oxe, quase voei no pescoço da mulher.

Contive-me. Recompus-me da eufórica alegria.

Mas, agradeci veementemente a dona do estabelecimento.

Maridão precisou me arrastar da loja para que parasse com meus repetidos e exagerados agradecimentos.

Meninas,meu cantinho nordestino tá completo com a chegada do jeguinho.

Entre os cactus ,com seus caçuás cheio de flores,o jeguinho remete-me a meu semiárido tão amado e saudoso.

Coisa boa de se ver. Nossasinhorinha, affe!

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Maria das Dores.


Arranjei uma tendinite no ombro direito.

A dor é insistente. Mais uma coisinha gostosa de sentir.

Tô tão agradecida.

Oh,dor bondosa, meu Deus!

Não sou queixosa.

Sou apenas a Maria das Dores.

Desespero bate a minha porta. Dramalhão na certa.

Tadinha de....mim.

Ohhhh, abandonada nos braços das minhas dores.

Dói-me a lombar, joelhos. A dor me persegue e atrapalha.

Bendita sois tu, oh dor.

Cansei de fisioterapias, antiinflamatórios.

Revolta total da valente que vos fala.

A dor que se dane.

A escabrosa se acha. Vai comandar minha vida, não.

Ontem , com uma programação vasta- não é todo dia que isso acontece- a destemida, a mulher que enfrenta a dor valentemente, com todo brio se arruma, maquia-se, e quando calça os sapatos de saltos torce um dos pés.

Azaradíssima.

Manda benzer minha filha. E tem que ser num terreiro.

Em companhia da dor fiquei em casa com o pé enfiado num balde de gelo.

Dor vadia, tu me vencestes mais uma vêz.

Ai, ui!

Painho do céu, dai sossego a este corpo que sente o peso dos anos.

Quanto infortúnio.

Lembrei da música de Marisa Monte. Tão linda e tão verdadeira.

Grata, grande cantora da MPB.

"Se ela me deixou a dor,
É minha só, não é de mais ninguém
Aos outros eu devolvo a dó
Eu tenho a minha dor...'