terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Ser cidadão e enfrentar o jogo de interesses.


Pequena observação : Amigos, escrevi esse texto em uma época de profunda rebeldia e decepção. O engraçado que ao relê-lo encontro situações que ainda me traz grande indignação. infelizmente muita coisa ainda continua exatamente igual. É uma pena.



A intensidade de vivermos melhor está em trabalharmos o desapego. Em olharmos o outro por um prisma que não seja o do poder e soberba. Talvez seja piegas argumentar diante de fatos corriqueiros e aconselhar com palavras e frases préanunciadas em ditados populares.  Egoísticamente, não estamos disponíveis  para resolver problemas de ninguém.

Em primeiro lugar, não os sentimos, logo fica difícil  resolver situações que não nos interessam, não nos dão retorno!Precisamos, então, e com uma certa  urgência  aprendermos a ser solidários. E exercer a verdadeira solidariedade requer um exercício de cidadania sem precedentes.

Ser cidadão é se desapropriar das futilidades , e antes de tudo fazer o bem sem esperar nenhum tipo de recompensa.

Infelizmente  em sua grande maioria , o jogo de interesses individuais está acima de qualquer tipo de manifestação solidária.

Vivemos num mundo extremamente capitalista e competitivo. Perdemos completamente a noção do respeito pelo outro .Viramos máquinas de fazer dinheiro, presos a  leis que não funcionam ,e deixam ilesos, principalmentes ,os que possuem privilégios constitucionais!

Sentimo-nos, assim, impotentes em um país que acoberta e carrega em seu seio maternal , políticos  que subestimam seu povo ,e se entopem de vaidades  em  consequência de um poder que nós mesmo  os proporcionou.

 Na sua grande maioria , os homens "poderosos"   não pensam que  esse  poder imposto nas urnas  é passageiro. Querem a todo custo vivê-lo"eternamente"em seu universo podre, alimentados pela mediocridade que os cerca, e os faz senhores acima do mal e do bem.

 Os valores morais ficaram mesmo  em segundo ou terceiro plano - isso se ainda existirem tais valores!

É uma pena que no  país que amo,  persista ainda  esse autoritarismo vulgar  que vicia e empobreçe a nossa nação.

A falha está em nos aliciarmos a um sistema  ultrapassado que nos  premia   com  subempregos, e alimenta  os cofres dos crápulas engravatados viciados em charutos cubanos e uísque escocês.

3 comentários:

Fátima Oliveira disse...

Oi Sandra: "deseperar, jamais!"

Ontem à noite finalizei a leitura de E TU, ME AMAS, sobre a sua cidade Senhor do Bonfim (BA). Adorei.

Vamos distribuir zilhões de O Pequeno Príncipe... É só indicar. Está disponível na web:
www.cirac.org/VMF-principe-pt.htm

Vamos estimular a leitura, a partir d enossa casa, de nossa vizinhança, de nossas mizades, de uma obra maravilhosa da literatura universal...
"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."
[Antoine Saint-Exupéry]

Sanbahia disse...

Fátima não devemos nos desperar sim denunciar.
Adoro quando você visita meu blog e deixa seu comentário.
No mais para amenizar vou reler O Pequeno Príncipe.
Um cheiro.

Sanbahia disse...

Fátima não devemos nos desperar sim denunciar.
Adoro quando você visita meu blog e deixa seu comentário.
No mais para amenizar vou reler O Pequeno Príncipe.
Um cheiro.